Com a ajuda de mais três amigos, dois de infância e mais o "CDF" da escola, e incentivados pela professora (interpretada por Laura Dern) do colégio onde estuda, Homer passa a dedicar seus dias à construção de um modelo de foguete que cruze os céus de verdade. E o que começa como uma simples brincadeira acaba envolvendo toda a cidade - uma cidadezinha do interior dos EUA, que sobrevive graças a uma mineradora de carvão - que torce pelo sucesso dos "fogueteiros" (forma como o grupo fica conhecido), e logo o projeto passa a ter uma importância maior na vida dos garotos, pois ele pode ser o passaporte que permitirá com que sejam aceitos por alguma universidade. Mas para isso precisam ser bem sucedidos em um concurso internacional de ciências.
Mas a trajetória dos "fogueteiros" não é nada fácil. A vida na cidade é dura e o futuro um tanto nebuloso, pois exceto um ou outro "felizardo" que consegue uma bolsa de estudos em alguma universidade - e somente graças ao bom desempenho no time de futebol americano - o destino da maioria é mesmo a mina de carvão, que para "ajudar" vem enfrentando vários problemas, como greve de mineradores e o risco de esgotamento dos recursos minerais. Isso tudo sem falar nos problemas tradicionais da adolescência, como as paixões secretas, brigas familiares e dificuldades financeiras.
Nos aspectos técnicos o filme não desaponta. Com ótimas atuações do elenco, em destaque para Jake Gyllenhaal e Chris Cooper - que interpreta o pai de Homer, um homem duro e autoritário que sonha que o filho tome seu lugar como administrador e chefe dos mineradores - o filme ainda ilustra bem o cenário dos Estados Unidos na época da Guerra Fria: os medos, orgulhos e frustrações dos americanos em relação aos avanços tecnológicos da União Soviética. Tudo sem deixar cair no melodrama ou ao patriotismo exacerbados.
Como resultado final, O Céu de Outubro é um daqueles filmes cativantes que vemos sem grandes pretensões.
Certamente um filme que merece ser visto e é garantia de duas horas de puro prazer.




Image: Matador
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O Instituto de Computação (IC) da Unicamp entregou na manhã de hoje, na sala da Congregação da unidade, 12 prêmios a docentes, alunos e funcionários do Instituto que se destacaram pela sua atuação no ano de 2006 (futuramente serão anunciados e entregues os prêmios de 2007). É a primeira vez que o IC distingue seus recursos humanos, de acordo com o seu diretor, Jorge Stolfi. Ele acredita que esta iniciativa deve incentivar também outras pessoas a terem um melhor desempenho ao longo do ano. "Além disso, o prêmio se lança a buscar harmoniza nas relações interpessoais cotidianas", afirmou Stolfi.
Receberam placas de honra ao mérito as seguintes categorias e contemplados: Prêmio Babbage de melhor desempenho dentre os alunos do curso de Engenharia da Computação, Thiago Resek; Prêmio Pascal dentre os alunos do curso de Ciência da Computação, Ricardo Prates de Oliveira; Prêmio Von Neuman, dentre os formandos do curso de Engenharia da Computação, Fernando Ferrari; Prêmio Euler, 


Motorista se atrapalhou e pisou no acelerador, ao invés do freio. (Foto: Reprodução/WSVN)


















A recente divulgação do final dos trabalhos de sequenciamento do genoma humano trouxe um importante questionamento com relação às consequências deste novo conhecimento. Ao mesmo tempo que gera a esperança de cura de muitas doenças de origem genética, gera também muitas especulações - algumas gratuitas, outras não - sobre a possibilidade de um uso indesejável do conhecimento genético. Dentro desta última perspectiva, o filme Gattaca, de Andrew Niccol é uma interessante reflexão sobre os caminhos a que a engenharia genética pode levar e os impactos que esta tecnologia - e a ciência de um modo geral -- pode ter na sociedade.
Passado em um tempo futuro, Gattaca mostra uma sociedade em que as corporações tornaram-se mais poderosas que o Estado e em que a manipulação genética criou uma nova espécie de preconceito e hierarquia racial, legitimada pela ciência. Aos pais que desejam ter filhos é dada a oportunidade de manipular a interação entre seus DNAs de modo que gerem filhos com a melhor combinação de qualidades genéticas possível. Este procedimento acaba criando duas categorias diferentes de pessoas: os Válidos, frutos desta combinação genética planejada, que são quase super-homens, com raras doenças genéticas; e os Inválidos, frutos de nossa interação sexual usual. Aos Válidos são oferecidos os melhores empregos e as melhores oportunidades enquanto que os Inválidos chegam a ser impedidos de frequentar determinados lugares. 
Com roteiro e direção de Andrew Niccol, que também foi roteirista de O Show de Truman, Gattaca é um ensaio sobre o que pode ser uma sociedade em que o destino das pessoas esteja pré-determinado cientificamente, em que não haja o mínimo espaço para a ação do indivíduo na construção de seu próprio futuro. Também é uma reflexão sobre como a ciência pode ser usada para legitimar e, no caso, criar uma hierarquia social, principalmente se feita sem crítica e controle da sociedade.